21 outubro 2006

Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considere a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.

não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.

não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

5 comentários:

Dalva disse...

especialmente para luisa e jo.. amei o blog de voces.........
beijuuuuuuuuusssssssssssss!!!

Anônimo disse...

Beijos á Eva.

Luisa disse...

Dalva, muito obrigada por teres dedicado este poema a mim e à Maria João. É lindo e incentiva-nos a viver melhor o presente tal como ele nos surge: com tristezas mas tmbém com alegrias.

jo disse...

Só agoro venho agradecer o poema do grande Drumond de Andrade e que tiveste o carinho de dedicares à Luiza e a mim. Uma boa semana e volta sempre.

Anônimo disse...

BETO DISSE
O melhor foi feito no futuro.
Espero que a Eva esteja bem, que vc esteja curtindo a Alemanha, estou com saudades, um beijo.
Meu Msn é cw_abade@hotmail.com